Flor do campo
Percebo-te ressequida e abatida
tal qual uma flor do deserto,
mas pressinto a chama da vida
aprisionada em teu interior.
Quisera eu ter acesso a ti!
Eu te apoiaria em minhas mãos;
afagaria delicadamente tua folhagem;
roçaria meus lábios suavemente
em cada uma das tuas pétalas
até umedecê-las com os meus beijos.
Eu saciaria tua sede
ao entardecer
e ao anoitecer
até que a seiva da vida
que revolve em tuas entranhas
explodisse num êxtase intermitente.
Então ressurgirias exuberante
em todo o teu esplendor,
qual linda flor do campo,
qual rainha da primavera!
que revolve em tuas entranhas
explodisse num êxtase intermitente.
Então ressurgirias exuberante
em todo o teu esplendor,
qual linda flor do campo,
qual rainha da primavera!
Roberto Policiano
4 Comments:
lindíssimo.
Obrigado, Ana, por teu comentário. Isso me estimula a continuar. Um abraço!
Feliz dessa flor, dessa criatura...
Não sei se acalma ou irrequieta-me.
É, sim, um elogio inexpressável.
Concordo, Bruna, o elogio não pode ser expressado! Um grande abraço!
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